sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sustentabilidade,O que é Sustentabilidade?

   Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de contas, o que é sustentabilidade?Segundo a Wikipédia: “sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”.

 Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?”
 Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra.

   Assim, as idéias de projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade, começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis. Da mesma forma, cuidando para que o envolvimento das comunidades viventes nessas regiões seja total e que elas ganhem algo com isso; todos ganham e cuidam para que os projetos atinjam o sucesso esperado.

   A exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.

    De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bicicleta movida a água.

  Há um mês circula pelas ruas de Curitiba uma bicicleta com motor movido a água. O modelo, em teste, seria o único do Brasil. O estudante Giovani Gaspar Vieira, 28 anos, idealizador do projeto, conta ter visto um semelhante apenas no Japão. Existem vários modelos de bicicletas elétricas no mercado e alguns até usam hidrogênio, mas todos têm uma bateria para armazenar a energia elétrica. O desejo de Giovani é ver os projetos para o transporte alternativo de Curitiba para a Copa do Mundo de 2014 contemplarem o uso da bicicleta ecológica.
  No quadro da bicicleta fica armazenado um pequeno cilindro com hidrogênio. Na parte traseira há uma célula combustível que utiliza o gás para fazer uma reação com o oxigênio do ar, obtendo como resultado a geração de energia elétrica. O resíduo é apenas vapor de água. O motor é acionado somente quando o ciclista tem dificuldade de vencer obstáculos, como subidas, tão comuns em Curitiba. No restante do percurso, apenas os pedais são suficientes para mover a bicicleta.
  A velocidade máxima é de 80 quilômetros por hora, mas seu inventor limitou-a a 35 km/h. Embora tenha acelerador, o motor só funciona quando o condutor está pedalando. O investimento no protótipo foi de R$ 8 mil, mas a fabricação em larga escala permitiria que o modelo fosse vendido por menos de R$ 3 mil. Estudante do mestrado em engenharia mecânica com ênfase em manufatura, Giovani busca parcerias ou investidores para viabilizar comercialmente seu projeto.


   Reabastecimento
  O principal desafio para os idealizadores de modelos alternativos de transporte é oferecer aos usuários uma rede logística que permita reabastecer os veículos.
  Por isso, Giovani imaginou postos de recarga distribuídos pelos vários pontos turísticos e nas proximidades de terminais de transporte coletivo. Com a captação de água da chuva e o uso de placas de energia solar, as células para a conversão de hidrogênio seriam acionadas. Assim, não haveria qualquer custo para o usuário nem a necessidade de usar algum tipo de energia fóssil ou elétrica.
  A paixão de Giovani pelas bicicletas é movida por muita ambição. Ele, que se apresenta como o presidente para o Brasil da Neshy – empresa da qual é o único integrante – esteve em diversos países pesquisando modelos de bicicleta sustentáveis: em feiras no Japão e na Alemanha, encontrou alguns protótipos e, da Itália, trouxe o exemplar que passou pela adaptação. Em visita à Holanda, que incentiva o uso de bicicletas por meio de políticas públicas, veio a inspiração para o modelo de posto de recarga, que serve de estrutura para o sistema de locação de bicicletas.



terça-feira, 17 de maio de 2011

Projeto sustentável vence prêmio mundial



-Gazeta do Povo-
  O desenvolvimento de tecnologias sustentáveis a partir de materiais recicláveis e resíduos industriais, para a fabricação de matérias-primas voltadas a uma construção verde, levou o programa Ecohabitare Sistemas Sustentáveis, da PUCPR, a vencer o prêmio Embaixador Mundial da Bayer 2010, junto com outros três vencedores internacionais. O estudante , aluno do curso de Engenharia Ambiental da PUCPR, representou a instituição e apresentou o programa Ecohabitare no Encontro Internacional de Jovens Embaixadores Ambientais realizado este mês, na Alemanha, e que reuniu 50 projetos selecionados de 18 países, sendo quatro brasileiros (além do paranaense, um de São Paulo, outro do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte).
  Entre os critérios de julgamento dos 70 projetos inscritos no Brasil para a 7.ª edição do Programa Jovens Embaixadores Ambientais, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), estão a contribuição para a preservação do meio ambiente, nível de participação do estudante, resultados obtidos ou esperados e a possibilidade de replicação em maior escala. Conhecia a premiação da Bayer e considerei que o Ecohabitare se enquadrava nos pré-requisitos do programa. Conversei com o professor Fernando Arns, coordenador do projeto, para fazermos a inscrição , lembra Daniel Zardo. Para o estudante, estar entre os vencedores traz um estímulo e é um sinal de que o grupo está no caminho certo. A experiência de participar do encontro na Alemanha trouxe uma contribuição profissional e pessoal. O contato direto com os outros participantes é uma oportunidade de multiplicar e aplicar aqui o que vi lá, assim como outros vão levar como exemplo o nosso trabalho , enfatiza Zardo.
  Os materiais e técnicas desenvolvidos pelo Ecohabitare incluem telhado verde e horta vertical feitos com garrafas pet, calha para captação de água da chuva com caixas do tipo tetra pak, e o tijolo ecológico, que leva pó de mármore em sua composição e funciona com sistemas de encaixe para a construção, além de ter propriedades impermeáveis. Todos os produtos passam por testes laboratoriais rigorosos quanto à resistência, durabilidade e ciclo de vida dos materiais. O tijolo com pó de mármore, por exemplo, oferece o dobro de durabilidade exigida pelas normas, além de secar naturalmente, sem a utilização de queima em fornos para a secagem, como o tradicional tijolo de argila, o que contribui para o meio ambiente. Na fase de testes, esse tijolo ecológico ficou 40 dias mergulhado na água, sem sofrer ação direta do líquido , exemplifica o professor do curso deEngenharia Civil da PUCPR Fernando Arns.
  Embora a iniciativa da participação no concurso tenha sido de Daniel Zardo, Arns reforça que o trabalho premiado é multidisciplinar e envolve 28 alunos dos cursos de graduação em Agronomia,Engenharia Florestal, EngenhariaCivil, Arquitetura, Desenho Industrial, licenciatura em Química, Biologia, Engenharia Ambiental, mestrado em Mecatrônica e doutorado em Produtônica. Cada aluno ajuda no seu campo de atuação, o que contribui para o resultado final , complementa Zardo. O objetivo futuro do Ecohabitare, segundo o coordenador Arns, é capacitar grupos para atuar com esses processos de produção para gerar emprego e renda em suas próprias comunidades.
  O consultor de responsabilidade social da Bayer Arturo Rodriguez reforça que a importância do programa Jovens Embaixadores Ambientais, desenvolvido pela Bayer desde 1998 no mundo e desde 2004 no Brasil, é buscar jovens engajados em projetos socioambientais que gerem sustentabilidade em várias áreas de atuação, utilizando resíduos, materiais vindos de lixões, resultando em economia de recursos naturais. Este foi o primeiro ano em que elegemos quatro vencedores mundiais, premiados com mil euros cada projeto, para a continuação dos trabalhos. O programa representado por Daniel é um exemplo de que todo o processo permeia a sustentabilidade. É uma grande satisfação ter um projeto brasileiro entre os quatro melhores do mundo , destaca Rodriguez.
  O consultor elogia ainda a preocupação do Paraná e de sua juventude com os aspectos sustentáveis. Esta não é a primeira vez que o estado se destaca em nosso programa. Entre os brasileiros que foram para a Alemanha em anos anteriores no encontro Internacional, tivemos em 2005 um jovem de Campo Mourão, em 2008 de Apucarana, e em 2006, 2007 e 2010 projetos de Curitiba.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Projeto Ecohabitare da PucPr ganha prêmio na Alemanha.

   O Ecohabitare Sistemas Sustentáveis, projeto da PucPr, recebeu um prêmio na Alemanha, no Encontro Internacional de Jovens Embaixadores Ambientais. O aluno que representou o trabalho, Daniel Isfer Zardo, foi nomeado Embaixador Ambiental Mundial da Bayer 2010 em um evento em novembro.
   O projeto desenvolve diversos materiais para construção sustentável, como o tijolo ecológico (que leva pó de mármore resultando do corte de peças em indústrias), telhado verde, horta vertical e calha com captação da água da chuva (feita com materiais recicláveis).
   “O projeto do tijolo ecológico é acessível para as classes menos favorecidas. A intenção é criar oficinas piloto para as comunidades, e fornecer os resíduos industriais necessários para desenvolver o material. É o caso do tijolo de pó de mármore: as indústrias ficam na Região Metropolitana de Curitiba e até 40% do material é perdido no corte. Queremos fazer outras composições, com outros materiais, de acordo com cada região, facilitando o transporte”, comenta Fernando Arns, o professor orientador do projeto Ecohabitare.
   O núcleo conta com a participação de 28 alunos de vários cursos da universidade, incluindo mestrandos e intercambistas.
   Para o professor, é importante buscar parcerias para ter acesso à tecnologias e técnicas, como a empresa Bayer que também desenvolve projetos para materiais de construção.
   “ O que queremos é não ficar com essa tecnologia dentro dentro da universidade, mas levar para ela para a comunidade que está precisando. Não adiante a gente evoluir aqui, e tornar isso um livro é fácil, mas tornar em um produto viável é outra questão”, finaliza Fernando.